terça-feira, outubro 03, 2006

Democracia, coelhos e cartadas

Hoje já me ri um bocado com a postura do Eng. Duarte Silva por causa da debandada dos vereadores socialistas.

Mas gargalhada mesmo foi a conferência de imprensa de José Elísio e do Dr. Lídio Lopes.

Ora vamos lá ver se a gente se entende: goste-se ou não o abandono de uma reunião de câmara por parte de vereadores, para assim impossibilitarem uma votação, não é anti-democrático. Anti-democráticos podem ser alguns comentários que se mostram intransigentes com tal postura.
Em democracia, justamente, os vereadores têm direito de assistir à reunião de câmara ou o direito de a abandonar. É tão somente a utilização de um expediente que a liberdade põe ao seu dispor.
E afirmar que se vai reunir com estruturas juvenis e explicar a todos que com a anterior proposta PS, chumbada pela maioria laranja, algumas colectividades poderiam até encerrar. É tão somente um populismo de quinta categoria Dr. Lídio.
Sr. José Elísio, retirar do facto de o PS dizer que não há critério na atribuição de subsídios e de entender que os orçamentos apresentados pelas colectividades não estão devidamente justificados, uma assustadora afirmação de desconfiança relativamente à honorabilidade dos dirigentes das colectividades é com toda a certeza uma tirada que ainda o deve ofuscar pelo seu próprio brilho.
Pois bem, fique sabendo: o dinheiro da Câmara não é seu! Contribuímos todos para o erário público. E a mim, pessoalmente, não apetece muito estar a pagar a Vossa campanha antecipada junto das colectividades. Desconheço se há razão na argumentação do PS. Mas pedir orçamentos claros e justificados e a definição de um critério ponderoso é o mínimo que eu como munícipe exijo.
Justamente porque este é um país de pessoas e dirigentes honestas é que a transparência deve ser raínha. Lá diz o povo: quem não deve, não teme. Então porque não exigir clareza na justificação dos orçamentos apresentados?
Só mais uma coisita: Parece que mais uma vez Paulo Pereira Coelho vos tramou à séria. Foi por este vosso consorte abandonar a reunião que o PS pode inviabilizar a votação. Ninguém nas iluminadas laranjas pensou que é muito complicado deixar partir uma laranjinha antes da votação? Ou essa laranjinha não quer, deliberadamente, votar convosco. Bem sabemos que longe vão os tempos da concórdia. Aqueles tempos onde se predestinou a instituição que iria beneficiar dos milhões de euros investidos na reabilitação do matadouro.

2 comentários:

Anónimo disse...

Olha, estou a criar uma paixão pela autora do blog.
Não, casar,não. Mas viver com ELA. Ser a sombra dela.
Tudo isto pela lógica sensatez d'ELA. Sinto-me tão próximo. Que casal fariamos nós.
Mas não te preocupes, continua, porque nasci muito antes de ti e (acho que)sei controlar os meus sonhos.
Quando se apresentar, para a administração da cidade, eu voto logo. Mas guarde essa frescura intelectual, rara no país.

Tony disse...

Desde quando é que o Sr. Lídio Lopes é Dr.? Já se vendem cursos?

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