Este é um horror que a todos nos deve fazer pensar, como a permissividade da tortura e do cativeiro sem julgamento, em nome do combate ao terrorismo, pode destruir vidas.
Dois valores importantes numa tensão dialética. Com a tortura e a pena de morte não se pode contemporizar, a injustiça sobre inocentes é um preço demasiado alto a pagar.
Na peça o que mais me chocou é que sobraram, em Guantanamo, sem vida, sem futuro, sem solução, homens que os próprios EUA consideram inocentes e que mesmo assim continuam a ser torturados: alimentados à força, amarrados, porque a opção greve de fome não pode resultar na sua morte. Não ficaria bem nas estatísticas e contas do regime.

