Era mesmo o que eu precisava, nem estava nada atrasada, sobretudo porque sofro verdadeiramente de pontualidade britânica, chego ao almoço sempre a tempo do chá das 5!
A minha intenção, depois de abandonar a ideia de levar um certo cartaz, era passar discretamente por ali... pois, era uma boa intenção!
É nestes dias que se vê que há tanta gente com pouco para fazer... estava tudo na fila para o detector de metais.
Ora, desde logo uma senhora à minha frente fez questão de trazer a perna para o julgamento! Há com cada maluca! Sim, ter tido um acidente e ter direito a acessórios de metal dentro da perna é uma coisa, agora trazer essa jóia para o tribunal é que já é abusar! O problema é que por mais que a perna apitasse e os agentes a despissem, a senhora nunca se lembrou de dizer que aquilo não era tudo osso! E olhem que lhe perguntaram... a sorte foi a memória da amiga. Detector de neurónios não tinham...
Ora, e lá vou eu, a passar sem revista porque ía trabalhar... e eis senão quando, à minha passagem o detector de metais que até estava a apontar para a próxima vítima... resolveu apitar por mim! É assim, até o detector de metais guincha!
E eis que tenho um senhor polícia dentro da minha mala, ou a tentar... queria ele resolver parte do mistério feminino... ui se vocês soubessem o que anda na mala de uma mulher!
Ora, mas como um Agente entendeu que a advogada não ía escolher aquele dia concretamente para desatar aos tiros e à naifada... lá vou eu escada acima. Um Agente ainda dizia «mas a mala apitou, a mala apitou».
Tenho novidades! Eu estranhava era se não apitasse! Mala com metal, carteira com metal, três telemóveis... e mais não digo.
Aliás, até eu apitaria em sítios inimagináveis se me tivessem testado.
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