Há pontos geográficos com micro-clima, na Figueira da Foz, usamos mais a micro-política.
O PSD local proporciona momentos inéditos de vereadores dissidentes que se unem à oposição, de retirada de poderes presidenciais, de guerras de assessores, de repetição de actos eleitorais, de portas e janelas fechadas com direito a arrombamento, pagamento de quotas por multibanco ou vale postal, duplicação de cadernos eleitorais... e nunca esquecer a necessária presença figueirense no congresso, houve lugar para todas as partes desta luta local. O importante é marcar pontos. Ficaram famosos os telefonemas em directo do congresso laranja, o emplastro tinha ficado de férias no Porto e como tal foi substituído por laranja, não do Algarve, mas da Figueira. A certa altura temi que aparecesse um cartaz a dizer «Figueira, estou aqui!».
Não fosse este, infelizmente, um local de micro-política e teríamos uma oposição coesa, a construir uma alternativa. Mas a originalidade já não é o que era. Também deste lado encontramos guerras com vereadores que ficam e que saem, com a junventude partidária, com a liderança da concelhia. Se tudo isto já era parecido com o cenário belicoso pintado a laranja, a admiração pela proximidade sobe de tom, quando as divisões rosa acompanham, no seu traçado, as fronteiras desenhadas pelas duas facções do PSD local.
Eu proponho um novo partido figueirense. Em vez de PPD-PSD ou PS, aconselharia vivamente um PS-D, tentei outras siglas como LLPC, ou PPCJET, mas PS-D ganhou!

