Não há viva alma que passe neste escritório que não sinta «aquela cólica» que exige quarto de banho já!
A frase mais ouvida por aqui é mesmo «Senhora Dra. posso usar a sua casa de banho?» (Ora não é evidente que não?) «Claro que sim, esteja à vontade!»
E o pior é que ficam mesmo à vontade. Pedem mais papel e tudo!
Segue-se o efeito «paredes finas com uma acústica fantástica»... estamos todos reunidos para o parto!
Mais um esforço, ouve-se arfar... atenção está a esforçar-se outra vez, ruído de canos a largar os últimos torpedos... e finalmente o mergulho! Nesta parte eu já tenho o estomago às voltas!
Digamos que levam à letra o partilhar a intimidade com a advogada! Mas, o que é realmente difícil de aceitar é que a seguir entrem no escritório e me estendam a mão... não! Eu confesso todos os pecados, eu peço perdão, mas isso não!
Claro que terror matinal levanta questões profundas: ou eu realmente surto o efeito Frankenstein e eles borram-se de cagufa. Razão óptima para me escolher para os representar... imaginem o efeito que posso ter sobre a parte contrária.
Ou então, os meus clientes estão-se literalmente cagando para mim! O que, aliás, justifica o facto de não me pagarem!
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