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domingo, janeiro 03, 2016

Sua excelência o Presidente da República

Eu quis, tentei, mas não posso passar sem vos escrever umas palavras sobre a mensagem de Sua Ex.a o Presidente da República.
Então a estória dessa triste figura que, quer queiramos quer não se inscreve na nossa história, rezou assim:
- Olhos pouco abertos de pisco, que ninguém sabe se tem pestanas;
- uma bandeira portuguesa ao lado que se desconhece se é lavada a seco, ou se é made in China;
- não tivemos a visão da mesa pé de galo (que desta vez invocou tudo menos espíritos);
- quanto àquele formato de lábios pouco há a fazer é só o horror pode dizer;
- o homem está velho, carcaça e velho, mas isto não é defeito (que da lei da vida ninguém escapa, já de bons negócios com acções do BPN só alguns se privilegiam);
- falou desses portugueses que fazem Portugal (ainda se lembrou a tempo);
- do orgulho, como convém;
- mais uma vez é o único que conhece o país real (dassss que aí vêm mais uns roteiros, que fazem correr tinta como textos herméticos);
- nem uma palavra para as cagarras. O que me pareceu injusto;
- nem uma palavra para famintos, sem abrigo e crianças na miséria (o que me pareceu coerente);
- pelo menos uma vez disse a palavra diáspora (que agora é assim, que se fala de quem foi lá para fora ganhar a vida, ou foi daqui escorraçado, não a salto);
- nem Maria, nem presépios;
- e falou de tudo e nada.
E sobre a mensagem que comentário? O mesmo que o de todos, foi a última mensagem de Ano Novo de Cavaco.
Adeus, não se demore V. ex.a. e vá empacotando os tarecos e os presépios.

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Condecorações urgentes

Cavaco estará consciente de que lhe resta muito pouco tempo para condecorar Marco António Costa?

sexta-feira, novembro 27, 2015

Palavra da semana

A palavra da semana é "indicar".
Podia ser azia, mesquinhez ou Cavaco, mas na semana em que o PR em exercício não consegue cumprir o seu dever institucional de "indigitar" o Primeiro Ministro mas o "indica", a palavra merece, certamente, ser destacada.


"in·di·car Conjugar
(latim indico-areindicardenunciarrevelardescobrir)
verbo transitivo

1. Mostrar através de sinalgestosímbolo ou instrução (ex.: o professor indicou onde estava o erro ortográfico). = APONTARASSINALAR

2. Dar a conhecer. = DENOTARMENCIONARREVELAR

3. Fazer a recomendação ou a prescrição de (ex.: indicaram-me um excelente advogado). = ACONSELHARRECOMENDAR

4. Designar para cargo ou função (ex.: o conselho de administração vai indicar o próximo director financeiro). = DESIGNARESCOLHERNOMEAR

5. Escolher como ideal ou preferencial para. = DESIGNAR

6. Dar esclarecimentos ou informações sobre. = INSTRUIRORIENTAR

7. Fazer o esboço de. = DELINEARESBOÇAR


"indicar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/indicar [consultado em 27-11-2015]."

domingo, novembro 22, 2015

Semi

Cavaco tornou muito mais fácil explicar o que é isto de um regime semipresidencialista. 
É o regime onde chamamos Presidente da República a um Cavaco (uma espécie de presidente).

sábado, novembro 21, 2015

O sorriso das vacas

O que é um impasse político, um governo demitido, uma país adiado em comparação com o sorriso das vacas.
Cavaco depois de 31 audições, sem pressa, vai à Graciosa em busca de respostas no oráculo do sorriso das vacas.
Há quem se sinta tentado pelo pasto.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

A Reserva das Audiências em Belém, a mentira é o limite

http://porquemeencanita.blogs.sapo.pt/a-reserva-das-audiencias-em-belem-a-8315

por maria l. duarte, em 31.01.15
Deixemo-nos de subterfúgios e de cobardias.
O conteúdo das audiências que o Presidente da República concede deve ser reservado? Deve, obviamente.
Acontece que:
  1. Cavaco assegurou aos portugueses que podiam confiar na solidez do BES (pouco antes da «solução final»);
  2. Houve pequenos investidores a ir colocar dinheiro no BES, e a perder tudo;
  3. O BES passou a banco mau, com um novo banco mal parido (curiosamente ainda no mandato do conselheiro de estado que o era, que deixou de ser (ou não), que voltou a ser, que se desvinculou do Banco de Portugal, que retomou ao Banco de Portugal porque afinal ninguém tinha assinado a desvinculação - ufa), quase imediatamente;
  4. O PR afirmou que só tinha as informações que o governo lhe dava. O que, inclusive, alguns comentadores anunciaram como um fim de namoro entre a Presidência e o Governo, com Cavaco a dar a entender que o Governo podia não lhe ter contado tudo. De Belém, também nos lembramos, já se deu a entender que se era escutado - por isso, se calhar, também não era para levar a sério;
  5. Salgado afirma que teve duas audiências com o PR, já confirmadas. Até aqui continuariam a ser reservadas, cum grano salis;
  6. Porém, Salgado vai mais longe, e afirma que numa dessas audiências informou o PR sobre o colapso iminente do BES/GES;
  7. Há interesses dos portugueses (sim, o Banco de Portugal, que se afirma enganado e impotente, é o regulador nacional), há interesses dos contribuintes, do povo, em nome de quem são exercidos os mandatos, em jogo;
  8. Interesses tão relevantes, porque a segurança e solidez do sistema bancário e financeiro, não é de somenos, mas um pilar fundamental da nossa hodierna sociedade, que justifica uma Comissão Parlamentar de Inquérito;
  9. A partir do momento em que Salgado diz que não numa conversa «pessoal, privada», mas em audiência concedida «formalmente» em Belém, deu conhecimento ao PR do colapso iminente do BES, um PR não pode refugiar-se no carácter reservado da audiência para não dizer «fui informado e menti ou não fui informado e Salgado mentiu».
  10. A reserva tem fundamentos: a confiança de quem é recebido em audiência, em prol da protecção e da melhor defesa do interesse nacional, dos portugueses. Se o interlocutor faz uma afirmação sobre o conteúdo da audiência, infirmá-la ou corroborá-la não está sob reserva.
  11. Senhor Presidente da República, não responde perante o Parlamento, mas responde perante o povo. E aqueles deputados representam o eleitorado. Diga-o na Comissão, diga-o em comunicado aos portugueses que o elegeram, que não o elegeram, que se arroga representar aqui e no estrangeiro, que sempre pagaram impostos para sustentar a sua já longa carreira política, mas está instado a pronunciar-se. O silêncio não é aceitável.
  12. Em direito diz-se o silêncio «parece» que consente, em política, o silêncio permite-nos inferir toda a aparência da mentira.

PR «É Mentira»


 http://porquemeencanita.blogs.sapo.pt/pr-e-mentira-8177
Um dos pontos altos do meu fim-de-semana é ver e rever a afirmação peremptória de Cavaco «É mentira». Isto, claro, para quem ande mais distraído, afirma o ainda Presidente da República (porque a vergonha não tem limites), negando, assim, ter alguma vez feito declarações sobre o BES.
Pois, lamentavelmente, é verdade.
Cavaco Silva pode negar duas vezes (não se atreveu à terceira e o galo não cantou), as declarações sobre o BES estão gravadas, filmadas e foram amplamente exibidas.
Senhor Professor Cavaco Silva é mentira o que está a dizer agora. Se quiser repito: é mentira.

quinta-feira, julho 03, 2014

Recomendação médica

Soares não foi ao Conselho de Estado por recomendação médica. Não percebi se a recomendação era do seu médico ou do de Cavaco.
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