Mas nenhuma mente sã pode compreender que se deixe morrer um animal à fome apenas para o expôr, que os proprietários ou funcionários do espaço não tenham sentido o apelo da vida e que os admiradores de arte que por lá passaram possam pensar que percebem algo de arte, algo de beleza, algo de arte com mensagens, com sentir de intervenção ou provocação, se um animal preso, maltratado e condenado a morrer de fome não lhes desperta um único gesto.
No entanto, enquanto as intervenções políticas ao mais alto nível se sucedem por uma nova OPA e por uma clarificação de um ruído telefónico declarado, sem desfazer na importância e sensibilidade dos temas, que reconheço, são de absoluto silêncio quanto ao acto de tortura noticiado. Preocupa-me que o sucedido não seja suficientemente grave para uma declaração, para suscitar uma intervenção, tanto silêncio, espelha a indiferença com que, em termos gerais encaramos os maus tratos sobre os animais.
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