Sábado a noite começou no Studio Bergas... e o seu varandim pintado de fresco. Por favor não encostar!
Música agradável... e um amigo indeciso entre a amêndoa amarga e uma outra bebida, o que o obrigou, contra a sua vontade, eu sou testemunha, a repetir a experiência várias vezes para se decidir. Isso e a beleza da menina do bar.
Descanso numa pequena sala, de um lado um casal hetero e do outro dois casais de lésbicas. Serenas, como qualquer casal concentrado em si próprio. Ali estava eu a fazer n.º ímpar sem perturbar e sem ser perturbada... até porque eu já estou habituada... anos e anos a desestabilizar as mesas, as dormidas nas saídas em grupo, os lugares nos automóveis... basicamente uma pedra na logística. Mas confesso que, com a sorte que tenho, já só esperava que entrasse outra mulher... Eu já estava de saída, hey - não, não é a música dos pixies, não estou a tentar conhecer-te - é só para dizer que não jogo nesse clube!
Mas não. Ao meu lado sentou-se o meu amigo. Com ele vieram mais espécimes masculinos e claro, a originalidade do género... sideraram nos casais femininos... ui eles tinham tanta esperança. Qual foi a parte de «homem não entra» que realmente não entenderam?
Se aquelas mulheres dissessem: decidimos que vamos levar um de vocês para se juntar a nós esta noite, tinha sido o motim, para garantir a eleição... Se eu morrer e reencarnar homem devo ficar a perceber esta tara!
Já no Bergantim... bem podíamos esperar por quem não veio, há fins de tarde tão cansativos! Eu só me cansei a dançar, a música estava extraordinária... a manhã a chegar rapidamente e eu a explorar o pobre amigo em danças e abraços.
Vou ao bar e peço um sumo de laranja e umas meninas ao meu lado pedem outras bebidas quaisquer. Apresentam o cartão, as bebidas são marcadas e quando servem o sumo de laranja arrancam com ele e deixam lá os copos que pagaram para mim... a isto é que eu chamo levar uma escolha até ao fim! Ouve lá... então mas o sumito não pode ficar? Tinha gelo mas nem sequer tinha palhinha... devolve já isso!
A certa altura, ou a coisa estava muito quente e eu não sentia nada, o que era grave... ou algo se passava! Tinha sempre o meu braço esquerdo molhado... Então não é que ao meu lado estava um senhor de fato patrocinado pela super bock. Sim, de fato completo, cinzento... completamente encharcado em cerveja... O Pires de Lima não brinca em serviço, aquilo é que é uma técnica agressiva de publicidade! Quer dizer... agora que penso nisso, de fato completo dentro da discoteca... às tantas aquilo era suor... já vos disse que de bebidas não percebo nada!
A novidade por lá são as animações de vídeo do Mestre... confesso que não prestei atenção, mas ele estava concentrado à séria... aposto que eram perfeitas. Pronto, para a próxima não danço, fico a ver os desenhos animados! Põe lá o panda, pá!
O segurança tinha cortado o cabelo com toques de genialidade... ou seria de ingenuidade de quem confia a tesoura a uma louca? Sim, ela é minha amiga, mas eu não cometia essa loucura, para a próxima pede conselho que eu explico... curiosamente não era ao segurança que entregavam telemoveis e pediam para tirar fotos do próprio para ficarem registadas... Havia outros cortes de cabelo a fazer sucesso!
No alto (pronto, eu sei que sou baixa, mas estava na escada, por isso mantenho), no alto dos meus 32 anos... já vi enrolar muita coisa... até chá já vi fumar. Minhas queridas crianças, eu não sei queimar chocolate e enrolar... mas confesso que estive quase para ir lá tentar! Aposto que nem eu demorava tanto tempo. Foram precisos 4 rapazes e uma rapariga, e seguramente alguns 30 minutos de isqueiro para fazer um cigarrito tão pequenino? Até a mim me incomodou, Santa Incompetência, vão para casa treinar!
Sim, um fondue de chocolate é conotado como algo muito romântico, até erótico... mas também não precisavam de ser logo adeptos da modalidade tântrica.
Ensaiamos 3 vezes o regresso a casa... eu pedinchava que só queria ouvir mais uma música, depois era a minha companhia que só queria ver mais uma deusa... fila do bengaleiro e... Placebo, vamos de regresso para a pista.
Digamos que passamos lá a noite e íamos passando lá a manhã também! Já me estava a ver a usar a chave grande para fechar a porta! Só cá fora é que eu achava que tinha um objecto estranho no pé, alguma coisa colada que me estava a aleijar dentro da sandália... pois tinha, era um calo!
Noite longa sem tratado de paz... nem sequer uma ronda de negociações.
Era suposto dormir a seguir... mas a insónia não deixou. À tarde resolvo ir até à praia ordenar uns pensamentos turbulentos e supostamente relaxar e dormir... aiiiii levem-na! A minha amiga A consegue por protector 5 vezes em uma hora, ser campeão do mundo da modalidade de «sacuda a toalha o maior n.º de vezes que conseguir», puxar o biquini, arranjar o biquini, por boné, tirar alsa do biquini, ter frio, vestir-se, voltar o sol, despir-se... falar, falar, falar...
Obrigada A. à noite dormi que foi uma beleza! ahaha sabes que te adoro e só vou à praia contigo!
E na praia lá andava uma paparazzi, uma avó que conseguiu passar duas horas seguramente a filmar e a fotografar um bebé em todos os ângulos possíveis e imaginários... por favor, é um bebé, é pequenino... não tem assim tantos ângulos!
O que nos intrigava a nós era: onde raio é que a cota conseguiu sacar equipamento com tanta bateria???
Não sabemos bem exactamente para quê... mas bateria tão prolongada havia de ter uma utilidade qualquer para nós!
dass

