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segunda-feira, dezembro 21, 2015

Acima das possibilidades

Os portugueses na vivem acima das possibilidades, só encaixam perdas bancárias muito além das suas capacidades.

sábado, fevereiro 14, 2015

Outros não viram

No programa «Os Europeus», Sicnotícias, desta semana, foi entrevistado o Presidente do Parlamento Europeu, Martin Shulz.

A certa altura o jornalista pergunta a Shulz como via, ou o que pensava, do facto de Portugal ter sido um país intervencionado, e a Troika não ter visto o colapso do BES.

A resposta não se fez esperar. Martin Shulz não sabe se a Troika sabia, ou não, do colapso. Mas se não viu, outros não viram. E a política é isto. Respostas vazias, irresponsáveis e desresponsabilizadoras.

Faltou apenas dizer quem quer enganar a Troika (como o Regulador) engana.http://porquemeencanita.blogs.sapo.pt/outros-nao-viram-9924


segunda-feira, fevereiro 09, 2015

A Reserva das Audiências em Belém, a mentira é o limite

http://porquemeencanita.blogs.sapo.pt/a-reserva-das-audiencias-em-belem-a-8315

por maria l. duarte, em 31.01.15
Deixemo-nos de subterfúgios e de cobardias.
O conteúdo das audiências que o Presidente da República concede deve ser reservado? Deve, obviamente.
Acontece que:
  1. Cavaco assegurou aos portugueses que podiam confiar na solidez do BES (pouco antes da «solução final»);
  2. Houve pequenos investidores a ir colocar dinheiro no BES, e a perder tudo;
  3. O BES passou a banco mau, com um novo banco mal parido (curiosamente ainda no mandato do conselheiro de estado que o era, que deixou de ser (ou não), que voltou a ser, que se desvinculou do Banco de Portugal, que retomou ao Banco de Portugal porque afinal ninguém tinha assinado a desvinculação - ufa), quase imediatamente;
  4. O PR afirmou que só tinha as informações que o governo lhe dava. O que, inclusive, alguns comentadores anunciaram como um fim de namoro entre a Presidência e o Governo, com Cavaco a dar a entender que o Governo podia não lhe ter contado tudo. De Belém, também nos lembramos, já se deu a entender que se era escutado - por isso, se calhar, também não era para levar a sério;
  5. Salgado afirma que teve duas audiências com o PR, já confirmadas. Até aqui continuariam a ser reservadas, cum grano salis;
  6. Porém, Salgado vai mais longe, e afirma que numa dessas audiências informou o PR sobre o colapso iminente do BES/GES;
  7. Há interesses dos portugueses (sim, o Banco de Portugal, que se afirma enganado e impotente, é o regulador nacional), há interesses dos contribuintes, do povo, em nome de quem são exercidos os mandatos, em jogo;
  8. Interesses tão relevantes, porque a segurança e solidez do sistema bancário e financeiro, não é de somenos, mas um pilar fundamental da nossa hodierna sociedade, que justifica uma Comissão Parlamentar de Inquérito;
  9. A partir do momento em que Salgado diz que não numa conversa «pessoal, privada», mas em audiência concedida «formalmente» em Belém, deu conhecimento ao PR do colapso iminente do BES, um PR não pode refugiar-se no carácter reservado da audiência para não dizer «fui informado e menti ou não fui informado e Salgado mentiu».
  10. A reserva tem fundamentos: a confiança de quem é recebido em audiência, em prol da protecção e da melhor defesa do interesse nacional, dos portugueses. Se o interlocutor faz uma afirmação sobre o conteúdo da audiência, infirmá-la ou corroborá-la não está sob reserva.
  11. Senhor Presidente da República, não responde perante o Parlamento, mas responde perante o povo. E aqueles deputados representam o eleitorado. Diga-o na Comissão, diga-o em comunicado aos portugueses que o elegeram, que não o elegeram, que se arroga representar aqui e no estrangeiro, que sempre pagaram impostos para sustentar a sua já longa carreira política, mas está instado a pronunciar-se. O silêncio não é aceitável.
  12. Em direito diz-se o silêncio «parece» que consente, em política, o silêncio permite-nos inferir toda a aparência da mentira.

PR «É Mentira»


 http://porquemeencanita.blogs.sapo.pt/pr-e-mentira-8177
Um dos pontos altos do meu fim-de-semana é ver e rever a afirmação peremptória de Cavaco «É mentira». Isto, claro, para quem ande mais distraído, afirma o ainda Presidente da República (porque a vergonha não tem limites), negando, assim, ter alguma vez feito declarações sobre o BES.
Pois, lamentavelmente, é verdade.
Cavaco Silva pode negar duas vezes (não se atreveu à terceira e o galo não cantou), as declarações sobre o BES estão gravadas, filmadas e foram amplamente exibidas.
Senhor Professor Cavaco Silva é mentira o que está a dizer agora. Se quiser repito: é mentira.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

A(s) mão(s) que controla(m) o GES=BES


A(s) mão(s) que comanda(m) o GES=BES

por maria l. duarte, em 06.01.15
Esta Comissão Parlamentar de Inquérito ao GES/BES centrou o interesse no Parlamento. Há transmissão televisiva, em directo, muitos portugueses a ver/ouvir, os jornais e os telejornais debruçam-se sobre a mesma, os deputados, genericamente, estão a mostrar um bom trabalho, e os portugueses estão a gostar, e há deputados a brilhar. Mariana Mortágua brilha em inteligência, pertinência e beleza.

Agendada que está a audição do Contabilista, para dia 8 de Janeiro, somos todos desiludidos com a informação de que a mesma vai ser «à porta fechada», sem transmissão. Desilusão.

A série, líder de audiências, do Canal Parlamento vai privar-nos de um dos seus melhores e, certamente, mais longos capítulos.

Este contabilista não é um personagem qualquer, ele já foi:
  • O culpado disto tudo (guião Salgado)
  • O pau mandado disto tudo (guião contabilista);
  • O confesso culpado disto tudo (guião contabilista);
  • O inocente bode expiatório disto tudo (guião Ricciardi);
  • O desaparecido disto tudo, com último encontro/morada conhecida nos EUA (guião Salgado);
  • O residente em Lisboa, disposto a aparecer (guião Salgado);
Disposto a aparecer, talvez, mas nós não vamos poder assistir.
Isto causa-me um enorme transtorno.
Estando, ao que parece, os diferentes depoentes em ruptura com, pelo menos, alguns dos outros. A cortar laços e a fazer estratégicas alianças, entre si.
Para efeitos de comparação com algumas práticas de organizações semelhantes, de outros países, eu tenho tido o cuidado de escrutinar em cada visualização, o verdadeiro cerne (pode incluir cherne) da questão: os depoentes têm, ou não, os dois dedos mindinhos?
E o pior é que já pus moedas a mexer para esta minha investigação científica, agora, boicotada.

publicado às 23:06

terça-feira, dezembro 16, 2014

Milhões Submersos

Milhões submersos

por maria l. duarte, em 16.12.14
Em termos cronológicos, os milhões distribuídos no GES que é BES, ou melhor, a uns arautos, eleitos, da amnésia selectiva, foram-no quando já havia problemas financeiros no grupo? Louvemos a virtude dos senhores. Receberam milhões, de comissões, de prémio, de presente, do que quiserem, mas seguramente do negócio dos submarinos. Mas os virtuosos, a quem não passou pela cabeça devolver o dinheiro, falam do negócio dos submarinos como "Cruz, credo". Contaminou a imagem do grupo, decidiram nunca mais estar em negócio idêntico. Eis algo em que os amnésicos, irresponsáveis por qualquer coisa que se tenha passado, estão de acordo. Também estiveram de acordo em embolsar os ditos milhões. Todos estamos de acordo em que não haveria mais negócios com submarinos para intervir. Calha bem.

publicado às 22:58

quinta-feira, julho 31, 2014

O enganado?

Sobre as declarações de Seguro, que compungido declara que a situação do BES é diferente da que lhe foi relatada pelo Governador do Banco de Portugal, e com a qual ficou descansado, declara J. Pacheco Pereira ( Quadratura do Círculo 2014.07.31): "então ele que sinta as dores do enganado".

É injusto.

Eu vi Seguro brincar com ferrinhos, mas não lhe vi pauzinhos ou extremidades calcárias.

O regulador Banco de Portugal mentiu, enganou, não viu? É caso para ficar surpreendido? Surpresa foi o descanso do manso depois de sair daquela reunião.


sexta-feira, julho 18, 2014

A caixa

O grande génio Vitor Bento "exige" ser desresponsabilizado por escrito por tudo o que venha a descobrir-se no BES, mas que decorra de factos anteriores à sua entrada na administração. Notícia Sol.
Não é preciso fazer um curso de direito, nem concluir a quarta classe, para saber que é assim.
Ou o sol faz manchetes ridículas, num dia em que havia tantos assuntos graves e importantes a tratar, ou o génio prática actos desnecessários e cénicos.
Não haveria uma investigação jornalística para fazer ao BES Angola? Ai, isso não podemos.
O Xau lava mais branco, mas não se chama jornal.

terça-feira, julho 15, 2014

Adeus Inércia

A parte boa da crise BES é o facto de nos termos livrado das horrendas publicidades da D. Inércia.

segunda-feira, julho 14, 2014

D. Sebastião sem pêlo

Metade do país está apaixonada por D. Sebastião Vítor Bento.
Eu faço parte da outra metade.

domingo, julho 13, 2014

BES Ricciardi



Tenho a sensação que este senhor está na versão: «eu nem os conheço».
O buraco, ao que parece, nem vem, propriamente, do banco.
Por isso, se calhar, o senhor dos telefonemas deixava-se destas figuras, que só os silêncios vão protegendo.

sábado, julho 12, 2014

BES

A gestão e conhecimento da crise do BES pelo Gov. e BdP causa-me a sensação que vamos de silêncio em silêncio até ao estrondo final.

Insolvência, falência e outras categorias

Nos jornais só se fala em insolvência da família Espírito Santo.
Mas, obviamente a sua insolvência permitir-lhe-á, por obra e graça do Espírito Santo, uma vida de riqueza, a que, mesmo sem falir, nunca aspiraremos.

sexta-feira, julho 11, 2014

BES

O BES é feito de uma matéria tão sólida, que se aconselha a toma de imodium rapid.

segunda-feira, julho 07, 2014

Expliquem-me como é que um economista, cujo vencimento eu desconheço, mas que defendia o necessário corte dos salários em Portugal (esse país onde os ordenados são todos milionários), se tornou a Nossa Senhora de Fátima dos gestores, ou até mais unânime do que isso?

domingo, julho 06, 2014

Marcelo Rebelo de Sousa e Vítor Bento

Estou extasiada. A explicação de MRSousa para não haver razão para a crítica de que o BES é tomado pelo PSD é: isto sempre foi assim, já na monarquia absoluta o poder se confundia com a economia.

Marcelo Rebelo de Sousa e Vítor Bento

Estou extasiada. A explicação de MRSousa para não haver razão para a crítica de que o BES é tomado pelo PSD é: isto sempre foi assim, já na monarquia absoluta o poder se confundia com a economia.

sábado, julho 05, 2014

BES

Vítor Bento no BES: aguardem despedimentos e cortes salariais.
A única boa notícia é a de que não ocupará nenhum cargo público.

terça-feira, junho 24, 2014

Os banqueiros

Viriato Soromenho-Marques, hoje, no Diári de Notícias.

sábado, junho 21, 2014

O poder da genética, a importância da partidarite

A possibilidade de Paulo Mota Pinto assumir funções relevantes no BES é a certeza de que seguro não é ter dinheiro num banco, é ter herança genética e viver na fidelidade da partidarite.



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