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sexta-feira, novembro 14, 2008

Cobranças difíceis

Ultimamente, do edifício onde tenho o escritório saem gemidos e risinhos estranhos... das meninas que vão aqui para a sala ao lado.

Pois, antes que se pense que afinal a vida por aqui ficou mais interessante, devo dizer que tenho um vizinho.
Aqui ao lado pratica-se Medicina Tradicional Chinesa... que é como quem diz acupunctura.
É vê-los descadeirados... vou abrir a porta e dizem-me «eu vou para o Dr. das Agulhas!». Dass naquela sala é que eu não entro!
Mas curisosamente, só as meninas mais novas é que se ouvem gritar, suspirar e fazer aqueles risinhos histéricos... se eu fosse gajo era definitivamente paneleiro!
Mas o que me interessa é que o homem diz que não tem calotes! Ele diz que ali vão e pagam logo!
Resultado... avisam-se os meus clientes que eu acabo de adquirir um kit de alfinetes (havia agulhas mas eram mais caras!).
P.S. Também utilizo picadelas para outro tipo de cobranças!
dass

segunda-feira, novembro 19, 2007

Serão simpático

Sexta-feira tive uma noite diferente.

Arrumem lá os foguetes, que também não foi assim tãaaaooooo diferente, a Figueira da Foz não tremeu, não foi feriado nacional, nada disso!

Fui ao aniversário de uma amiga, que fez divulgar que fazia a mesma idade que Jesus Cristo, mas esperava ter melhor sorte. Pelo sim, pelo não, eu não deixei que ninguém me beijasse nos dias seguintes (não fosse haver por ali algum Judas).
Antes de continuar eu tenho de esclarecer que, como a Sexta-feira é o dia das greves, naquele dia fiz greve à dieta. Sim, eu aposto que ela me convidou a contar com o facto de eu comer a folha de alface... pois bem, surpresa, parecia que eu não via comida há 3 meses! Quando quiserem comer bem eu dou-vos a morada! Resolvi deixar claro por aqui que não estava em dieta, não fossem pensar: se ela come assim quando está de dieta, imaginem se não estivesse!
Mas o pai dela correu sérios riscos quando me ofereceu o sofá! Eu pensei... ora, deixam aqui a comidinha na sala e eu fico já aqui a nanar (como até tenho insónias, vou ter de continuar a conversar com o arroz doce e com a mousse), mas rendi-me à depressão de uma cachorrinha enorme que pensa que é pequenina e resolvi não ocupar o sofá dela.
À saída a minha amiga resolve comentar o post das cuecas que a minha avó ofereceu à minha mana... que, quem leu o dito, saberá que as magníficas peças de gola alta com algibeira só não me calharam a mim porque a minha avó entendeu que não me iriam servir por eu ser muito mais forte do que a minha irmã. O que eu não esperava é que a minha amiga me dissesse «às vezes ter uns quilinhos a mais é uma sorte», shuuiiinnnfff, tenho de riscar a sinceridade das características que se procuram numa amiga, onde andam as mentirinhas piedosas?!
Mas, enfim... depois de comer que nem um abade, de ainda trazer tacinha com bolinho para a mamã e de ter vergonhosamente chegado a um aniversário sem presente (falha imperdoável), ainda fui à loja da amiga e espetei-lhe um calote de €17! A culpa é dela que vende coisas apetecíveis.
Fiquei a matutar nisto no fim-de-semana... ou seja se ela me diz que tenho quilinhos a mais e eu aproveito de imediato para fazer uma dívida... o segredo do sucesso nas cobranças de honorários aos meus clientes pode estar então ao alcance de uma simples frase: «o senhor está mais magro!» Temos é um problema eu só minto quando me pagam... o que significa que se não passarem o cheque de imediato pode dar-me a febre do soro da verdade e desatar a gritar «seu forte, gordo, autêntico obeso!»
Moral da história, neste escritório foi inaugurada uma nova era, os meus clientes sairão daqui convencidos de que estão magrissimos, pele e osso. E como eu estou certa de que a maioria deles vem aqui a fazer o choradinho de não pagamento pelo simples facto de à porta do escritório haver um lugar para ambulância (sim, a dedução é óbvia, parece que até os ouço pensar: «se há aqui lugar para uma emergência, deve ser por causa dos ataques cardíacos que as notas de honorários da fulana provocam, o melhor é prevenir e nem pedir a conta»), assim fica plenamente justificado o estacionamento reservado, achei que estavam tão magrinhos que até temi que não conseguissem andar pelo seu próprio pé e por isso acautelei-me, não fosse necessário chamar o INEM.
Mas puxando pela memória (isto já não é o que era... falta de exercício!) tenho de me recordar que até já disse a um caloteiro que estava mais magro (o que era verdade, nem tive de mentir) e mesmo assim ele não pagou a dívida... Mas não há regra sem excepção!
dass

terça-feira, novembro 06, 2007

Poupança

Este fim-de-semana resolvi celebrar, mesmo de forma atrasada, o dia mundial da poupança.

Foi assim que no Sábado estive maravilhada a gozar os prazeres do trabalho alheio, em vez de ir logo a correr gastar uns cobres numa esplanada... fui mais tarde.

Porque continuava apostada na poupança, depois do almoço, em vez de sucumbir a algum impulso consumista, resolvi trabalhar...
A noite prometia, mesmo com desencontros combinações... e começava com a hipótese de escolha entre dois jantares, ou até de fusão dos convivas. Antes que tenham alguma ideia libidinosa quanto à fusão (essa não era suposto acontecer ao jantar!), era uma pequena OPA, restava saber que grupo de amigos conseguia fazer valer a sua escolha de restaurante.
Ora, por um qualquer arranjo superior, dou comigo numa reunião, pro bono (quer-me parecer que houve poupança com a ideia), que se prolonga por lá das 9 da noite... e foi assim que, como alguém observou, poupei no jantar. Agora me lembro que tinha um jantar oferecido... (hum, casalinho... que tal marcarmos isto outra vez? Casalinho este que também sucumbiu ao aforro do colchão ao fim da noite, ao que parece em casa divertiam-se mais e gastavam menos! Também quero um carrocel só para mim!)
A noite começou assim num bar, depois dos jantares a que faltei. A bem dizer, antes de chegarmos ao bar, a amiga J afirmou que não tinha bebido nada (nem Piriquita) antes mesmo de se estatelar na escada. Mas quem sou eu para a desmentir? Não rasgou as meias. Pormenor muito importante.
No bar, sob tortura, observo uma tentativa de troca dos meus mais importantes honorários por uma água! Uma mísera garrafa pequenina de água? Água do Luso pode ter muito encanto, como o café, mas daí a cobrir dívidas... também já é abuso! Nem vale a pena tentar valorizar a oferta com a minha boca seca. Poupança sim, calote não! (Acabo de descobrir uma bela frase para decorar a parede do meu escritório).
Houve quem poupasse uma confirmação de que alguns destinos são a Sul, como direi? Para baixo! Mesmo que o mapa pareça interessante. Continuo a achar, que mesmo sem gastar espaço de agenda o sucesso estava à porta. Vamos lá ver, sucesso em vá para fora cá dentro e nunca em vá para fora lá fora mesmo!
E já agora, só porque gosto de fins-de-semana, concordo com uma amiga, ao Domingo devia ser Sexta-feira.
Continuo persistente na intenção de me emancipar na compra de apartamento. Por falar nisso, queria deixar uma ideia aos publicitários do anúncio de um banco... porque é que em vez de concluirem «se não tens pai rico...» não concluem, mais realisticamente, «se não tens pai administrador de um banco»?
Fiz um grande avanço na compra de casa. Não ganhei o euromilhões, mas em contrapartida já comecei a poupar... prescindi de frigorifico! A minha geleira cor-de-rosa de campismo pode ser melhor do que muitos frigorificos!
Se isto fosse um blog culinário eu agora deixava-vos uma receita magnífica de «quente e frio»!
P.S. No que continuei a não poupar foi na minha ida ao Bergantim... consigo sempre pagar €6,5 por uma água e um mísero espaço no bengaleiro! Qualquer dia olho para os Castilhos e em vez de me dizerem boa noite começam a grasnar à minha custa «quá, quá»! Ora... assim, em tom de pergunta inocente: os patos têm dentes?
dass
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