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quarta-feira, novembro 03, 2010

Tribunal Arbitral


A minha primeira visita ao Tribunal Arbitral de Coimbra, foi um sucesso!
Vou da Figueira para Coimbra para uma diligência que já tinha tido a hora alterada, um vez.
Primeira aventura procurar o sítio. Passa para um lado, conta os números da porta, passou! E mais uma voltinha para não errar.
Não há nada como deixarmos a nossa imagem de marca, assim, para ser fiel a mim própria, mandei um belo de um malho em plena Avenida Fernão Magalhães, só para avisar de forma discreta que «cheguei».
Era ver o cliente a apanhar o sapatito lá longe, aliás ele ainda hesitou antes de decidir se me ajudava a pôr de pé ou se apanhava a mobília, o que não deve abonar muito a meu favor. Sim, o sapato sempre era mais leve.
Depois a apanhar a toga... e o homem do Quiosque a dar as coordenadas do telemovel, sobrevivente, no meio do chão.
O que é diferente no meio disto tudo é que pela primeira vez em muito tempo, caí de rabiosque no chão. Foi o verdadeiro bate cú! e fiquei com a nalga a doer sim senhor.
Pergunta óbvia: Magoou-se?
Resposta Pronta: Não! Ía dizer: «olhe, dói-me aqui!»? Ou, «ganhei um andar novo?»
Lá segui eu, rumo ao Tribunal, acabadinha de malhar, um elevador teria sido uma benção, mas quando se trata de uma estrutura metálica, de grandes, com aspecto mais antigo do que eu... vou pelas escadas! Com esforço que a nádega ainda doía.
Entro, com a dignidade quase reposta, perguntam-me se vou da parte da «Rádio Popular», não? Então foi adiado.
E foi adiado com notificação ao cliente por carta simples, que ainda não tinha chegado, e por um email, cujo endereço estava errado, mas que garantiam que tinha sido enviado com sucesso, porque «muito espertos» enviaram, em simultâneo, para eles próprios.
A coisa já ía mal, mas quando trouxeram o processo, que mais não é do que uma capa plástica, das mais fracas que há, verde, e me pedem o contacto e o escrevem ali, à mão, numa grelha toda manuscrita... venha de lá o adiamento, que isto é muito mau para ser verdade.
E ainda saímos com a advertência, terão de cá voltar, daqui a um mês, não podem ter muita esperança porque a conciliação depende da vontade das partes, mas já que eles se disponibilizaram para cá vir, vale a pena tentar. Pelo menos querem vir, já não é mau.
É isto a nossa justiça arbitral? Eu não estou muito habituada a estar feliz porque o infractor quer conversar... de joelhos, só quando eu quero, sim?
Basicamente ganhei um andar novo duas vezes no mesmo dia!
dass

sexta-feira, novembro 09, 2007

Pouca terra, pouca terra...

Na Quarta-feira, um julgamento em Coimbra, deu-me direito a viagem de comboio.

Até me soube bem matar saudades daquela viagem... há coisas que nunca mudam, e uma delas é a curiosidade dos passageiros habituais por passageiros de ocasião.
Resolvi retribuir a curiosidade, ao meu lado a senhora não comeu um pequeno almoço, comeu um grande almoço... irra que eu pensei que ela não ía parar. Depois sacou da lima e vai de fazer as unhas... ai que inveja, eu que até tinha na carteira um magnífico verniz vermelho para retocar!
Estava tudo a correr tão bem. Viagem, mensagem, mp3 e ninguém para me aborrecer. Até que uma senhora resolve obrigar-me a interromper a minha sessão musical, mesmo a meio de uma magnífica interpretação de Placebo de um clássico dos Smiths para me dizer que «se fosse a ouvir aquilo ficava doida»... eu que até estava zen, sorri e não disse nada. Não disse, mas pensei... «minha senhora, olhando bem para si, mesmo sem um leitor de mp3, pelo sim, pelo não... se calhar era de marcar uma consulta na psiquiatria!»
Este imprevisto fez-me recordar um outro diálogo na marginal há uns dias. Quando se está a bater no fundo, não há nada a fazer. Ía eu a andar em paz e sossego e não um George Clooney, nem ninguém parecido com um clone seu, mas sim um avô que devia rezar todos os dias para que os netos não fossem fisicamente parecidos com ele, resolve num gesto nada nojento, pôr a sua língua de fora, basicamente a caminhar na minha direcção e a seguir exclamar «Ai que eu até morria!»
Ora, com o susto e com o cheiro, aliás a ordem é inversa, porque sem dúvida as minhas narinas foram a parte do meu corpo que o detectou primeiro, eu nem tive tempo para nada a não ser desviar-me e informar «Com o cheiro com que o senhor vai, eu diria que já está morto há pelo menos 3 dias!»
Voltando ao comboio, que eu sempre achei que é basicamente uma fábrica de têxteis, lá temos uma senhora de volta de uma peça em linha branca, outras fazem camisolas... e, alto! E alguém borda um pano de limpar pratos. Pronto. Tenho a certeza de que é para mim. Sim, porque mais ninguém deve receber panos de cozinha no Natal. Minha senhora, não precisava de se incomodar, eu já tenho às dezenas... mas atendendo a que nem sequer me conhece, é muito simpático da sua parte!
dass

terça-feira, abril 17, 2007

George Michael

George Michael vai actuar em Coimbra em 12 de Maio de 2007! Ui o impacto que esta notícia teria tido no meu coração há uns (muitos) anos!
É a prova de que todas as minhas antigas paixões vêm até mim - mesmo que voltem gays!
Nem mais.
dass

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