sábado, outubro 27, 2007

A Indiferença mata

Só uma sociedade pouco evoluída pode permanecer tão legislativamente omissa no que respeita aos direitos dos animais.

Mas nenhuma mente sã pode compreender que se deixe morrer um animal à fome apenas para o expôr, que os proprietários ou funcionários do espaço não tenham sentido o apelo da vida e que os admiradores de arte que por lá passaram possam pensar que percebem algo de arte, algo de beleza, algo de arte com mensagens, com sentir de intervenção ou provocação, se um animal preso, maltratado e condenado a morrer de fome não lhes desperta um único gesto.
No entanto, enquanto as intervenções políticas ao mais alto nível se sucedem por uma nova OPA e por uma clarificação de um ruído telefónico declarado, sem desfazer na importância e sensibilidade dos temas, que reconheço, são de absoluto silêncio quanto ao acto de tortura noticiado. Preocupa-me que o sucedido não seja suficientemente grave para uma declaração, para suscitar uma intervenção, tanto silêncio, espelha a indiferença com que, em termos gerais encaramos os maus tratos sobre os animais.
dass

9 comentários:

Rei da Lã disse...

Essa gentalha devia ser posta a ferros perpetuamente!

sophia disse...

qt aos politicos, ao estado, etc - lamento, mas já desisti. sei que n é a desistir q se muda nada, mas n consigo de outra forma, soa me tudo a demasiada hipocrisia.

preocupa me mais que as pessoas que foram ver a exposição não tenham tirado de lá o cão. pedir para libertar n chega, é obvio, era pegar no cão e tirá lo nem que fosse á força. chamjar a quercus, fosse o que fosse! a passividade do cidadão anónimo incomoda me mais.

Rato disse...

Não sou defensor dos animais. Sempre que posso mato uma melga. Com grande prazer confesso. A notícia que li, vinha no DN, p.43, secção Artes. Não coloco a morte desta cadela, ao nível da morte da galinha que dará uma bela cabidela. É um acto cruel, obviamente. Na p.25 vem a notícia "Funeral de jovem degolada em casa realiza-se hoje". Ontem li a notícia na edição on-line do Correio da Manhã. É arrepiante a descrição. Quem vive nas zonas sub-urbanas, sabe que a polícia quando chamada, se esquece. Ainda recentemente em Chelas, não ouviram o tiroteio a dois passos. Viver numa cidade grande e ver um corpo sujo, coberto por farrapos estendido no chão não provoca qualquer reacção de incomodidade. Assistimos a tantas mortes de seres humanos por motivos mais fúteis do que estes e não reagimos. Há até profissionais (que vivem dessa actividade) da ajuda a estes desgraçados em qualquer parte do mundo. Numa sociedade mais tecnológica, temos que focar mais insensíveis, mais robots.

Paulo Dâmaso disse...

Concordo plenamente contigo.
Beijo meu**

GRaNel disse...

Eu substituia os animais por essa gentalha e vice-versa. Poupávamos nos salários e não perdíamos em produção...

Anónimo disse...

Olhe lá Dra.:

Isso não resulta logo da conceptualização que a lei faz deles?
Coisas, pois então.

Anónimo disse...

concordo plenamente ctg! alias tal desagrado e nojo é partilhado por milhares de pessoas por todo mundo q decidiram boicotar o tal "artista" ( sem comentários) através da assinatura de uma petição ( www.petitiononline.com)...é incrível o nível a que pode chegar a indiferença do homem....

belinha disse...

...eu hoje matei uma melga.Em Outubro e elas ainda andam aí,como é que pode ser?!!Já deviam estar asfixiadas pelo fumo das castanhas ou a tinir de frio!

Já não passava por aqui há muito tempo, sorry, vida complicada...

Triste, essa história do cão.Teria sido interessante colocar "o artista" numa casota de madeira no meio de uma galeria.A arte tem coisas muito bizarras, para não dizer estúpidas, e é território que eu até prezo.Mas há que usar a cabeça e o coração em conjunto.Enfim...

dass disse...

Não querendo fazer juízos de valor, nem classifico o argumento de diminuir uma morte de um animal com uma morte ou sofrimento humano. Lamento, mas admito que outros se sintam igualmente chocados, condoídos e impotentes perante uma morte humana, sofrimento humano, tortura, fome,... e admito que haja quem faça mais por isso, aliás muito mais, porque confesso que pouco contribuo, mas não admito que alguém o sinta mais do que eu.

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