terça-feira, fevereiro 19, 2008

E para grande surpresa... nós estivemos lá!

No Sábado à noite havia tanta coisa para fazer... que eu resolvi ficar em casa a... queimar Leite Creme! Nem mais.
Mas às 4H30... não resisti, foi mais forte do que eu. A culpa foi do telemóvel, e lá fui ao Bergantim, literalmente de lanterna na carteira. Sim, não é só o Castilho que tem uma lanterna amarela, a dele só é maior, porque é invejoso!
À porta, cartão amarelo! Ora bolas, ainda nem sequer entrei em campo e já estou a levar falta... irra!
Proximidade da pista, boas vistas, (um bocadinho com cara de alvo, confesso), boa música (não estava excelente porque não passou o Plug in Baby, vou ter de me algemar em manifestação de pedido de música???), e lá estavam as minhas amigas, a abrilhantar a noite... excepção feita ao casalinho, que foi para casa... Hummm e já ficamos a saber que outro casalinho fez aquisições que nos faziam tanta falta, e não trouxe nada para as meninas! Está mal! Vamos voltar à lista de encomendas!
Ora, mas as amigas além de lindas, estavam certamente a portar-se mal, sim, que mal eu cheguei já estavam vigiadas pelo segurança... não se pode deixar as moças sozinhas, quer dizer, sozinhas com JB. A prova de que cheguei tarde é que já íam na fase: uma garrafa de água para cada uma... uiiiii
Mas quem fez estragos fui eu, que ao recuar devo ter partido a perna a uma menina que ía a passar, o salto era grande, eu não vou para pluma... ela conteve-se e não me mandou para a quinta casa, mas o balãozinho por cima da cabeça da sua cabeça era só caveiras, nuvens negras, raios, bombas. Sempre podia ter pensado pelo lado positivo: eu permiti-lhe testar que não sofre de osteoporose.
Pronto, lá veio mais uma praga até à terceira geração. Não são bem as gerações vindouras que me preocupam, porque eles descobriram o relógio biológico, não a máquina da história biológica. Mas preocupa-me qualquer outra praga na minha existência, convém não abusar, que isto já anda crítico. Vão para a fila.
Quanto à longevidade, há sempre uma esperança. Hoje ouvi uma senhora que dizia que o bisavô tinha morrido aos 104 anos e de desastre, em Montemor... e pensei eu: aposto que ía a ultrapassar a morte! Mas não, porque a julgar pela idade da bisneta, o acidente não deve ter sido rodoviário, aposto que foi a primeira tentativa de descoberta do fogo que correu mal!
Voltando ao Bergantim (eu volto sempre ao local do crime) a cotação da amiga P estava em alta... até ficava nas fotos que não eram para ela. Segundo a amiga A, ao encosto que por ali esvoaçava só faltava dar um chuto no puxo!
Podemos só intervalar para eu perguntar quem é que sai sem se arranjar ao Sábado à noite? Só se for numa emergência! E mesmo em caso de uma emergente vontade súbita de ir ao Bergantim, a malta tem o cuidado de se maquillar antes de deitar, para depois não perder tempo (escusam de vir com o: se a maquillagem é para ficares mais bonita, porque é que não ficas).
Fiquei num sítio bom... pelo menos para quem estava à minha frente aos saltos, para quem a pista de cada vez que aterrava tinha a textura mole dos meus pés! Amiga, a cota aqui já não pula... mas ainda anda, com esforço, sem bengala, dá para continuar assim? Eu sei, que qualquer dia chego ao Bergantim e está lá um letreiro a dizer que é proibida a entrada a pessoas maiores de 32... Eu entro! Prendo o ar numa inspiração profunda e grito «Eu saio ao pai, basicamente uma tábua de passar»... vocês amanhem-se!
A A foi nitidamente atropelada por umas papoilas saltitantes, eu ainda ía pedir a protecção do segurança, mas o pobre foi igualmente atropelado...
Como não há caderneta sem cromos... não me estou a referir ao clone! Não. Estou a referir-me ao cromanhon mor da parada, que se encontrava em grupo, porque este espécime desenvolve-se em manadas (peço desculpa, isto não é uma generalização, são casos isolados, não é coisa que se propague pelo género! ufa, acho que me safei!)
Ora, dizia eu que um moço de sotaque forçado e aspecto standard (aposto que era menino de juventude, avançada, partidária...) disse que não resistia a ter de me conhecer. Sim, ele estava obviamente alcoolizado, já que perguntam.
Pois, parece-me que a resposta a este repto é clara «vais mesmo ter de aguentar, porque eu vou dançar).
Mas uma das caracteristicas cromáticas é a persistência, isto obviamente, depois de tentar o mesmo discurso tendo um único critério apertado «tudo o que mexe».
E lá vem o espécime dizer que só de olhar se sente apaixonado, o que não lhe acontece há muito tempo (ui às vezes 30 segundos conseguem ser tanto tempo, eu que o diga, só de ter de te gramar!).
Mas será possível que esta conversa funcione com alguém? Oh meu caro cromo gelatinoso, achas mesmo que as mulheres na Figueira são todas acéfalas, que acreditam nessas balelas, se sentem profundamente agradecidas por o príncipe encantado ter chegado e te proporcionam uma fantástica noite de cama?
Ora... a tua conversa está um bocadinho abaixo dos níveis aceitáveis para a considerar má. E olhando para ti, não há qualquer dúvida de que és o príncipe encantado, digo, enfeitiçado... sim, porque até acho que terias mais sucesso se dissesses «estou em versão sapo, mas ao fim de alguns beijos, viro um príncipe!»
Obviamente, o teu sucesso, ainda assim, dependeria da quantidade de álcool da bebida em que a menina fosse dar muitos, muitos beijos.
Às seis, desta vez contra vontade, amarrada, lá vim para casa... A A resolveu arrastar toda a gente de lá para fora... bastaria a menina gastar as manhãs a dormir, para nos deixar desfrutar mais um bocadinho do som!
P.S. Onde está o R? Calças brancas?
dass

4 comentários:

António de Ramalho Rijo disse...

http://malhorijo.blogspot.com/

Anónimo disse...

Se eu tivesse estado em casa a descansar até `as quatro e meia da manha tb não me tinha importado de ficar lá até aquilo fechar ...beijos
A.

Storm disse...

e o leite creme, estava bom? ;)

Jorge Ortolá disse...

Espera lá... ainda há gaijos com essa conversa dos anos 80 ???

estou mesmo a ficar velho. E ao bergas já não vou faz uns anitos. E que saudades.

Felicidades

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