
Eu sou espectadora assídua da SIC Radical, mas, recentemente, fui brindada com longos e sucessivos episódios de Marés-Vivas à hora a que normalmente passavam os programas que eu seguia.
O efeito que a dita série tem no meu estômago é um verdadeiro marear... de vómito.
Amigos, o David Hasselhoff é, no mínimo, uma criatura estranha. Tem pernas à David Copperfield, o que não é bom, conversa com um carro por um relógio... o que só comprova que a sua relção com o álcool é intensa, tem um corte de cabelo a la Bee Gees, é o verdadeiro candidato a apertar o cinto logo abaixo da sovaqueira... vão por mim, não é bom!
E acontece que eu tenho um enorme defeito, sou hetero, o que significa que a minha líbido não vibra propriamente por ver umas boazonas a jogar qualquer coisa que meta mamas saltitantes e a fazer espectaculares saídas da água miss t-shirt molhada. E como se não bastasse tudo isto tem de ser feito com uma de duas orientações: «sou a porreira do sítio e até um bocadinho maria-rapaz, nem percebo porque babam», ou «até sou ingénua, nem percebo o que se passa, e o pessoal babar por mim até incomoda um bocadinho».
E, convenhamos, para quem é da Figueira da Foz, o realismo da série fica logo prejudicado! Mas alguém me convence que há nadadores-salvadores sem existir no local uma Bola de Nívea? O realizador não percia nada daquilo.
De modo que se o Director do canal pudesse deixar de promover até à exaustão o seu livro e pudesse voltar a passar programas que estimulem mais do que o único neurónio masculino descaído, com tentativas de elevação... eu agradecia!
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