quinta-feira, janeiro 07, 2016

Terrorismo




O terrorismo é nada mais que um crime hediondo, praticado por fanáticos criminosos. Não mancha nenhuma religião, mas infelizmente é muitas vezes "justificado" pelos próprios bárbaros como acto praticado em nome de uma qualquer Divindade ou Profeta.

Neste tempo de terror crescente em nome de  suposta auto-legitimação Superior, que por acaso calha ser quando se assinala um ano do terror em Charlie Hebdo, mas que todos os dias mata em todos os continentes (e a vida humana tem o mesmo valor inviolável em qualquer continente), deixo-vos uma citação de Voltaire, in Tratado da Tolerância, p. 19, edição Relógio D'Água:

"(...) porque temos religião que baste para odiar e perseguir, e a que temos não chega para amar e socorrer."


Choque de tradições

Há qualquer coisa de chocante a passar-se nesta democracia.

Eu não estou habituada a que um Governo cumpra as suas promessas e governe.

terça-feira, janeiro 05, 2016

Hipopótamos nas Presidenciais.

Os hipopótamos usam a cauda como ventoinha para espalhar a m*, digo trampa.
Paulo Morais usa a candidatura presidencial.

(Dói-me muito porque adoro hipopótamos, até somos parecidos, sem ventoinha).

Cândido ou o candidato anti debate

Cândido, esse candidato ilustre anti-debate, é artista - escreve livros que toda a gente entende (diz o próprio, eu acredito mas nunca li).
Cândido quer ir no 8 de Março à aldeia do Norte cozinhar para as mulheres e mostrar que pode haver afecto e convívio entre mulheres e homens.
Mas a pérola: Cândido prova desta forma que é generoso com o acolhimento de refugiados - vou abrir aspas embora a citação não seja ipsis verbis pois ouvi na TSF e encostei para partilhar antes de me despistar em gargalhadas - "sou uma pessoa generosa com refugiados, até tenho uma propriedade no Alentejo e Tejo lá dois (Era a parte que estava a correr bem - parênteses meu), dois  asininos de raça Mirandesa para a preservação da espécie".
Hahahah
Eu adoro burros, se tivesse uma quinta tinha um refúgio para eles, mas esta declaração é maravilhosa.
Até já quero que se adiem as eleições para a campanha continuar. Cândido, amigo, o burro está contigo (em tigo?)

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Número Portas



Não sei se é exactamente o número 2015 ou 2016, o que sei é que não há ano que termine sem um número Portas. Vejamos:
- n.º de militante (juventude) do PSD ou de visitas a Sá Carneiro;
- vários números escaldantes do Independente, várias cabeças roladas;
- um n.° de criador, criatura e queda do paraíso, protagonizado com Manuel Monteiro;
- um n.° de sopa fria;
- n.° de eleições para líder parlamentar em que uma caneta falha;
- n.° Moura Guedes deputada;
- n.° de despachos assinados por Telmo numa noite ou duas;
- n.° de fotocópias de arquivo pessoal;
- um sem n.° de feiras, de boinas, de lavradores, de pensionistas, de veteranos de guerra;
- um n.° que provavelmente mais parece um número telefónico, de tão obsceno (para citar um amigo que ainda por cima milita pelo líder), de tridentes e primos;
- um n.0º de sobretaxa irrevogável;
- números de sondagens e margens de erro ultrapassadas;
- uma lemniscata de números de vítima;
- n.° Limiano e números loucos com a figura do Marco de Canavezes; 
- n.° de nozes, cortiça, azeitonas, azeite, mel ou sei lá o quê que ofereceu em debate parlamentar;
- n.° de miséria franciscano para CR7 divulgar Portugal;
Lista não exaustiva de quem brilhava no exterior como um rei Midas em visitas oficiais - e admito já que aqui possa haver erros e confusões que o número da minha idade já pesa.

Mas não terminamos 2015 sem o seu grande número. Portas a ser Portas, cujo número de neurónios lhe desconheço, mas que de burro não tem nada.

Alguém acharia que o próximo congresso ía ser um passeio pelo parque, apoteótico para Portas, como têm sido? ( Embora o último já com algum atrito)?
Portas gosta de crónicas de vitórias anunciadas, ou de morte anunciada (basta ver como se distanciou de Santana Lopes na campanha contra Sócrates).

Se há coisa que Portas faz bem - quando não se revoga- é sair pelo seu próprio pé (esticar o pé quando alguém passa também é finta para não lhe sair mal).
Portas sai antes de ser explicitamente atacado em congresso (e pode sempre repetir à exaustão o mesmo que os militantes repetem: a PaF ganhou) pelos pupilos do senhor reitor, já com sede de poder, e pelos outros.

O CDS quase deixou de ser e voltou com o PP de Portas, reconheçamos. E nada me tira da cabeça que aquele acrescento PP é a inscrição das suas iniciais no partido.
Neste momento o objectivo é que o problema "o CDS quase deixou de ser novamente", não seja de Paulinho. Se Portas já não estiver, será sempre o que esteve quando o partido voltou a ser, e integrou poder (primeiro consigo na sombra a manobrar marionetas e depois a roubar o palco). Os outros, os que lhe sucederem, serão sempre os que estarão num partido que não existe, que já não é, que deixou de ser apenas o partido da personalidade de Portas, para passar a ser o partido de guerrilha de egos.

Por mim, que adoro congressos, venha Março.
O patriarca Portas fará o número tabú, de estar ou não estar, para não tirar a luz aos pupilos.

Adorarei ouvir Melo aos tiques, a lançar perdigotos em palco e bastidores (se ganhar abdica da féria de deputado europeu?)

Cristas, que acha que já o é antes de o ser, jogará subtilmente, em bastidores e orações - que isto não serve só para chuva - e talvez aposte que Melo não queira deixar de ser eurodeputado tão cedo. É a que espera ser escolhida como se nunca se candidatasse.

Ouvir Diogo Feio tomar posição será sempre penoso, já que falar é para o próprio sempre uma enorme maçada, de demonstrada arrogância, um frete incrível que faz aos seres inferiores. Apenas comparável ao seu mau gosto para escolher gravatas.

Mota Soares já retirou a lambreta.

João Almeida, sapato castanho e tudo o resto pior, já uma vez protagonizou um número inesperado de coragem em congresso, a coragem da moção da Jota. Espera talvez que alguém se lembre, e que a Jota esteja consigo. Às tantas sonha fazer a rodagem a algum veículo novo.

Hélder Amaral, que bem podia mais ser do que o que é, foi-se apagando na chama de quem parece eternamente agradecido e a ninguém quer melindrar.

Ribeiro e Castro quer o seu momento de glória no púlpito. Embora o próprio saiba que não faz sentido protagonizar mais do que isso, quando já almejaria estar inscrito noutro. E, mesmo que o quisesse, nunca seria um Pacheco Pereira do CDS - não basta querer a mesma autoridade, a craveira intelectual do segundo é dificilmente igualável.

Telmo esteve forte nos debates da queda do Governo, mas talvez ninguém se lembre de quem tanto despacha.

O ex da economia voltou à economia, que não é homem de arriscar, mas de amealhar.

E Bagão não está para isso. Já se distanciou do morto.


Aguardo com entusiasmo ouvir o discurso de Anacoreta filho. A esta hora já terá gasto baterias de telemóveis em contactos. E o homem sabe tão bem como se faz um filho (não sei se por gosto), que até resolveu explicar na AR que frequentou o primeiro ciclo de ciências da natureza e aulas de moral.
Gosto sempre de me rir. 

Lobo Xavier é o eterno "mais depressa Jesus desce à Terra". Mas o problema são os 30 ou mais dinheiros. Lá aparecerá como figura da corte no segundo dia de congresso.

Uma certeza podemos ter: há congresso. Haverá patilhas, camisas abertas, boinas, casacos de caçador, e bandarilhas espetadas nas costas e à má fila.
Não esqueçamos: Portas pode ter dito algo como "não vou por aí", mas nunca disse "não sei para onde vou, não sei para onde vou".

Com tantos dias dedicados a Portas e o seu emocionado adeus, eu quase temi que a orfandade gritasse: Portas ao Panteão Nacional.

P.S. Tenho, porém, um mea culpa a fazer.
Eu que não compreendo programas que se dedicam a colher opiniões em estúdio por telefone, ou nas ruas, (tardes e manhãs inteiras) devo reconhecer que ouvi aí uma senhora sábia. Questionada (em plena rua) sobre a partida de Portas e a sua sucessão - e embora eu não tenha ficado convencida que a senhora não tenha julgado que ele se quinara - respondeu que "deviam pôr lá Rui Rio".
Ora, eu não podia estar mais de acordo. No CDS é que Rio estava bem. Era uma esperança de duplo desaparecimento e sempre se poupava nas exéquias.




domingo, janeiro 03, 2016

Sua excelência o Presidente da República

Eu quis, tentei, mas não posso passar sem vos escrever umas palavras sobre a mensagem de Sua Ex.a o Presidente da República.
Então a estória dessa triste figura que, quer queiramos quer não se inscreve na nossa história, rezou assim:
- Olhos pouco abertos de pisco, que ninguém sabe se tem pestanas;
- uma bandeira portuguesa ao lado que se desconhece se é lavada a seco, ou se é made in China;
- não tivemos a visão da mesa pé de galo (que desta vez invocou tudo menos espíritos);
- quanto àquele formato de lábios pouco há a fazer é só o horror pode dizer;
- o homem está velho, carcaça e velho, mas isto não é defeito (que da lei da vida ninguém escapa, já de bons negócios com acções do BPN só alguns se privilegiam);
- falou desses portugueses que fazem Portugal (ainda se lembrou a tempo);
- do orgulho, como convém;
- mais uma vez é o único que conhece o país real (dassss que aí vêm mais uns roteiros, que fazem correr tinta como textos herméticos);
- nem uma palavra para as cagarras. O que me pareceu injusto;
- nem uma palavra para famintos, sem abrigo e crianças na miséria (o que me pareceu coerente);
- pelo menos uma vez disse a palavra diáspora (que agora é assim, que se fala de quem foi lá para fora ganhar a vida, ou foi daqui escorraçado, não a salto);
- nem Maria, nem presépios;
- e falou de tudo e nada.
E sobre a mensagem que comentário? O mesmo que o de todos, foi a última mensagem de Ano Novo de Cavaco.
Adeus, não se demore V. ex.a. e vá empacotando os tarecos e os presépios.

sábado, janeiro 02, 2016

Presidenciais

Agradecia, encarecidamente, que se reformasse a CRP.
Nas próximas presidenciais, em vez de tantas assinaturas, exija-se só que os candidatos leiam a CRP no que concerne a poderes e funções presidenciais.

sexta-feira, janeiro 01, 2016

2016

Querido ano novo eu só quero  €1 a mais, ou 1 gr. a menos, por cada resolução de ano novo, murmurada ontem entre passas e espumante, de "este ano vou para o ginásio".

quinta-feira, dezembro 31, 2015

2015/2015 - Balanços

31 de Dezembro, a passagem de ano está mesmo aí.
Era suposto fazer um balanço de 2015, considerando que:
1.º Não tenho aqui comprimidos para o enjoo, e tenho ideia que isso de balanço pode dar mau resultado;
2.º Tive contabilidade no 9.º ano, (de 0 a 5 tive 5 - cagona) e percebi logo que nunca mais queria ouvir falar em balanços. Já na altura eu devia ter a ideia de que não ía gostar de uma profissão onde o fisco fosse muito próximo.

Assim sendo, se calhar esquecemos isto do Balanço e Feliz 2016.

P.S. Vou ver se há passas.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Piropo

Não bastava o "não és tu, sou eu". 
Um bronco agora tem sempre desculpa para não reagir à sensualidade de uma mulher, é crime.

sábado, dezembro 26, 2015

Sonhos explícitos





A noite de Natal, foi uma noite como outras, ou não.
Com mensagens que emocionam, a família que um dia se reduz e acaba, com gastronomia que deve ser o teste de reprovação de qualquer nutricionista, e com saudades do sofá, dos gatos e dos livros.
No fim da noite um todo o terreno, perdida, no meio de barrancos, sulcos de rodados de tractores, pinhais, um GPS que manda seguir para caminhos que não se conseguem descer e muito menos voltar a subir e a ver a auto-estrada, ali tão perto, do outro lado da vedação.
Como a companhia de viagem era a mãe, a emoção da viagem era coroada por frases trágicas: não saímos daqui, o carro vai virar, ai, ui, ai meu Deus  e tive um curso de seminário intensivo, não houve Nome de Deus ou Santo que eu não ouvisse naquela noite. Portanto, sim, eu tive um Santo Natal.
Claro que a minha mãe achou que o dela ía ser mais santo e ía directa ao Criador.
Depois disto, eu que nunca me lembro do que sonho, tive um sonho que nitidamente demonstra o meu remorso (ainda há salvação para a minha alma) - sonhei com as minhas 3 balanças e o número que marcavam não parava de aumentar.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Docinhos e chocolates

A todas as criaturas que me brindaram com docinhos e chocolates, agradeço e digo mais: não ireis padrão inferno porque eu já os comecei a castigar a bom ritmo (os chocolates).

Cai-cai

Num mundo perfeito as mulheres escolhiam onde queriam emagrecer e onde não era suposto haver desinflacção.
Num mundo perfeito isto não tinha de se chamar "não comas e faz plásticas".
Já que isto é imperfeito, como o que me apetece, prescindo de respirar e agarro decotes.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Em números

90% de sacrifício e esforço e 10% de inspiração. É assim na arte.
No direito 90% devia ser bom senso.
Um advogado passa a vida a ouvir 10% de direito, 90% de remoques azedos.

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Condecorações urgentes

Cavaco estará consciente de que lhe resta muito pouco tempo para condecorar Marco António Costa?

Acima das possibilidades

Os portugueses na vivem acima das possibilidades, só encaixam perdas bancárias muito além das suas capacidades.

Escolhas de Natal. Tudo é política. Tudo tem consequências.




A vida é feita de escolhas.
As autarquias e as associações comerciais são livres de escolher investir em engalanar uma cidade para o Natal, ou não. Os orçamentos são o que são e é legítimo sacrificar luzes e música de Natal em prol de outros projectos, desde que voltados para as pessoas.
Naturalmente que essa decisão, que pode parecer fútil a alguns olhos, de adornar uma cidade com enfeites de natal, tem mais peso quando uma cidade vive, grandemente, do turismo. Quando o comércio necessita de estímulos, quando as ruas precisam de pessoas.
A Figueira da Foz é a cidade que quer os seus cidadãos na rua, a participar de iniciativas, que quer todo o ano ter visitas e turistas que não passem por cá, mas que fiquem e, sobretudo, que voltem.
Tanto basta, a meu ver, para que se invista no turismo, na beleza da cidade.
As pessoas deslocam-se a Lisboa para ver a árvore de natal, as iluminações, como um ritual que ganha adeptos. Óbidos contrariou a morte das livrarias tradicionais e tornou-se, ao mesmo tempo, tradição de vila natal. Águeda atrai visitas ao seu gigante Pai Natal. Montemor transforma o castelo num sonho de luz de Natal.
A Figueira tem rede hoteleira de qualidade, tem rio, mar, praias deslumbrantes, serra, salinas e depois tem o resto, o resto... Um casino, um CAE, conseguiu inscrever paragens de cruzeiros por aqui, de passagem.  Devia investir num deslumbrante postal/cidade de Natal? A minha opinião é: sim.
Admito, aceito, compreendo que não possa.  Na realidade com esta, ou com nenhuma justificação, temos acanhadas luzes aqui e ali, semeadas num dia de vento.
Lamento, mas ou se faz porque se pode, porque se quer, porque se investe e faz escolhas, ou não se faz.
Fazer mal, fazer pouco, fazer tarde, isso sim é deitar dinheiro fora. É má, é péssima decisão.
As fotografias são de 17 de Dezembro. A 17 de Dezembro faz sentido estar a montar luzes de Natal? Não deveria ser a 17 de Novembro? Estivemos à espera dos saldos de última hora de iluminações, do resto de luzes que ninguém quis?
Gastar dinheiro é isto.
Façam-me um favor. Lembrem-se que o verão se prepara no Inverno.


Senhor Silva

O senhor Silva condecorou 
Alberto João Jardim, desconheço se foi depois do almoço, desconheço se havia cubanos.

domingo, dezembro 13, 2015

Liberdade, igualdade, fraternidade

Após a 1.ª volta das eleições regionais francesas a França deu mais uma prova do seu vigor na defesa de valores que a todos nós honram, que a todos os defendem.

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE

A França votou, a França foi às urnas, muito mais do que para escolher um partido, mas sim para defender os valores primordiais. A França hoje votou por si, a França votou pelos que integra, a França votou por todos nós.

A Frente Nacional existe, porque a democracia existe, mas nem uma região conseguiu vencer. 

Esta foi também a derrota dos terroristas que não nos querem só aniquilar, absorver e subjugar, que não querem só que o medo aniquile o nosso modo de vida, mas que querem que nos nossos corações nasça o ódio radical e cego que é o único pulsar que os anima.

A França hoje disse não.
Hoje vencemos, não nos renderemos.



terça-feira, dezembro 01, 2015

Pão




Este pão é muito bom.
Por favor não se inspirem e não comentem com gestos.
Obrigada 
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