Mostrar mensagens com a etiqueta Praia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Praia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 11, 2008

Praia da claridade

Sábado investi numa magnífica ida à praia.

Tal como eu esperava, certamente por influências algarvias, nem massagem nem maçã... ninguém me ofereceu nadita.
Obviamente, quanto à localização... não há nada que enganar. É o exacto sítio onde 5 minutos depois de eu me deitar descubro que afinal é um campo da bola e tem falta de uma baliza...
Devo dizer que fiquei desiludida. Não com o frio ou a exfoliação natural de ser atacada por milhões de micro pedras a que chamam areia, em fúria. O que é a praia sem uma brisa figueirense?
Com a areia que armazenei no cabelo, eu era uma verdadeira duna, ou duas. Faltava a garrafa de óleo, mas convem não dar ideias...
Confesso que fiquei desiludida com os casais... então nem umas massagens a pôr protector e a descambar? Fui para a praia dos anjinhos! Ao menos eu estava sozinha, tinha desculpa, e mesmo assim...
É justamente quando estamos na praia, que nos ocorre a dimensão da necessidade de fazer dieta! Isso e poupar oxigénio, já que passamos metade do tempo a reter o ar para encolher a barriga. Estava eu concentrada em alimentação saudável... e passa um senhor com duas arcas de bolas de berlim... nem salivei; vários senhores com arcas de gelados... pois... resisti!; e vem a lata da bolacha americana... adoro, mas aquelas nem costumam ser as melhores, não era por aí que eu ía prevaricar... «Coma bolacha americana e faça amor toda a semana»!
Pronto! 52 por favor!
P.S. Fui mais enganada do que nas televendas... e ainda há quem tenha a distinta lata de afirmar que eu sou adepta de uma por mês... tenho as costas largas, é o que vale!
dass

segunda-feira, julho 30, 2007

Dias simples

Sábado de manhã começa com boas notícias... a amiga A estatelou-se, de bate cú, numa pastelaria... eu estava em cima do acontecimento, mas infelizmente ao telemovel... não vi nada! É sempre assim... passa-se qualquer coisa e eu não estou lá! Estou a brincar, sabes bem que eu não queria que caísses... mas já que tinha de ser, eu podia ter visto!
Entretanto telefonema para aqui, telefonema para ali... (não estou, de modo algum a insinuar que ela seja viciada em telemovel) e eis que fica com o apartamento arrendado na primeira semana de Agosto. Aliás... eu disse arrendado? Senhores das finanças... eu queria dizer «comodatado»... mas às vezes o meu léxico jurídico é parco...
Antes de irmos à praia era suposto conhecermos os presumíveis futuros arr... comodatários. Eu vi! Eu vi um rapaz de mala ao ombro, de camisola amarela a dirigir-se ao café onde estavamos e anunciei logo: é um deles, de certeza! A minha amiga achou logo que seria muito mau para ser verdade... iria aquilo dormir na sua casa? Eu avisei... ela tinha vindo comigo, estava à espera de que sorte?
Bem... o de amarelo não era porque passou e não parou! Menos mal! Menino... tu estás lá... estás naquela fronteira entre o metrossexual... e o «se não o é só o deve à sua consciência»...
Ora, eis que vou ao quarto de banho. Sim... de calça larga, top por cima do biquini, sem maquillagem, de havaianas que já viram melhores dias... não há nada como o sentido de oportunidade, a melhor roupa para a melhor ocasião.
No meu regresso... uiiiiiiii, mas o que é aquilo de mais de 1,90m que se está a levantar a olhar para mim e a sorrir? Como depois diria a minha amiga... perfeito! Ou, como diria um amigo quando vê uma mulher bonita «foi mesmo isto que o meu médico me recitou.» E ao lado outro 1,90m... mas estariam em promoção? Afinal eu fui ao quarto de banho e morri entretanto e não dei por nada?
Parem tudo já! Anjo não tem sexo! Se eu morri que isto seja o inferno, pode ser?
Mais uma vez se comprova... a sorte enorme é minha, sim, bastou eu sair da mesa uns minutos para ela ter direito a dois! Sim... mas novinhos, novinhos... definitivamente não tenho vocação para a pedofilia.
Ora o fim de tarde foi num spa... sim um spa! Com o vento que estava na praia, o que realmente estivemos a fazer foi exfoliação natural! O tratamento implicava também um agradável sol no corpo... mas o exercício de enrolar para um lado e para o outro era sempre interrompido... ora leva novamente com o para-vento em cima! Agora é a amiga que se levanta pela milésima vez para sacudir a toalha, ela até gosta de praia, mas a areia... a areia é que está um bocadito deslocada... toca a levantar novamente para segurar o para-vento... muda de sítio, sim... os inúteis olham mas não resolvem vir ajudar a fixar a cortina!
Vamos novamente tentar relaxar ao sol... ai o cheiro da praia e aquele calor... é fechar os olhos e... e o raio do vento que parece um ciclone... calma... este som até pode ser agradável e... temos direito a relato completo, mesmo de olhos fechados ficamos a saber o que estão a fazer ali ao lado, o tal casal que de certeza era de namorados... ai que se estão a enrolar...; era o biquini cor-de-rosa da outra que era dois números abaixo... e a amiga continua! Se ela disser que uma mulher é aceitável vão por mim: desatem a correr a oferecer flores porque de certeza que temos uma top model!
Depois ela, que é uma querida, lá está a oferecer-me fruta e mais fruta... e vai dizendo: já me calei! Mas não dar uma insónia à moça na véspera de irmos à praia... A sorte é que para eu sonhar acordada não preciso de silêncio... basta-me não me ter envenenado em café horrível na noite anterior...
O último turno começa com a versão de me dizer as horas... mas eu não tenho pressa, limito-me a agradecer o serviço... ela resolve fazer-me companhia e achar que não me devo apressar... mas, pelo sim pelo não veste-se! e senta-se nas rochas, só falta meter a malita ao ombro.
Dá para entender que na praia o difícil é chegar... mas depois o relaxe do fim do dia é o melhor? Até porque vir embora custa tanto... fico tão cansada... Para a próxima levo a tenda e depois fico por ali.
dass

terça-feira, julho 24, 2007

Fim de semana a la carte!

Sábado a noite começou no Studio Bergas... e o seu varandim pintado de fresco. Por favor não encostar!

Música agradável... e um amigo indeciso entre a amêndoa amarga e uma outra bebida, o que o obrigou, contra a sua vontade, eu sou testemunha, a repetir a experiência várias vezes para se decidir. Isso e a beleza da menina do bar.

Descanso numa pequena sala, de um lado um casal hetero e do outro dois casais de lésbicas. Serenas, como qualquer casal concentrado em si próprio. Ali estava eu a fazer n.º ímpar sem perturbar e sem ser perturbada... até porque eu já estou habituada... anos e anos a desestabilizar as mesas, as dormidas nas saídas em grupo, os lugares nos automóveis... basicamente uma pedra na logística. Mas confesso que, com a sorte que tenho, já só esperava que entrasse outra mulher... Eu já estava de saída, hey - não, não é a música dos pixies, não estou a tentar conhecer-te - é só para dizer que não jogo nesse clube!

Mas não. Ao meu lado sentou-se o meu amigo. Com ele vieram mais espécimes masculinos e claro, a originalidade do género... sideraram nos casais femininos... ui eles tinham tanta esperança. Qual foi a parte de «homem não entra» que realmente não entenderam?

Se aquelas mulheres dissessem: decidimos que vamos levar um de vocês para se juntar a nós esta noite, tinha sido o motim, para garantir a eleição... Se eu morrer e reencarnar homem devo ficar a perceber esta tara!

Já no Bergantim... bem podíamos esperar por quem não veio, há fins de tarde tão cansativos! Eu só me cansei a dançar, a música estava extraordinária... a manhã a chegar rapidamente e eu a explorar o pobre amigo em danças e abraços.
Vou ao bar e peço um sumo de laranja e umas meninas ao meu lado pedem outras bebidas quaisquer. Apresentam o cartão, as bebidas são marcadas e quando servem o sumo de laranja arrancam com ele e deixam lá os copos que pagaram para mim... a isto é que eu chamo levar uma escolha até ao fim! Ouve lá... então mas o sumito não pode ficar? Tinha gelo mas nem sequer tinha palhinha... devolve já isso!
A certa altura, ou a coisa estava muito quente e eu não sentia nada, o que era grave... ou algo se passava! Tinha sempre o meu braço esquerdo molhado... Então não é que ao meu lado estava um senhor de fato patrocinado pela super bock. Sim, de fato completo, cinzento... completamente encharcado em cerveja... O Pires de Lima não brinca em serviço, aquilo é que é uma técnica agressiva de publicidade! Quer dizer... agora que penso nisso, de fato completo dentro da discoteca... às tantas aquilo era suor... já vos disse que de bebidas não percebo nada!
A novidade por lá são as animações de vídeo do Mestre... confesso que não prestei atenção, mas ele estava concentrado à séria... aposto que eram perfeitas. Pronto, para a próxima não danço, fico a ver os desenhos animados! Põe lá o panda, pá!
O segurança tinha cortado o cabelo com toques de genialidade... ou seria de ingenuidade de quem confia a tesoura a uma louca? Sim, ela é minha amiga, mas eu não cometia essa loucura, para a próxima pede conselho que eu explico... curiosamente não era ao segurança que entregavam telemoveis e pediam para tirar fotos do próprio para ficarem registadas... Havia outros cortes de cabelo a fazer sucesso!
No alto (pronto, eu sei que sou baixa, mas estava na escada, por isso mantenho), no alto dos meus 32 anos... já vi enrolar muita coisa... até chá já vi fumar. Minhas queridas crianças, eu não sei queimar chocolate e enrolar... mas confesso que estive quase para ir lá tentar! Aposto que nem eu demorava tanto tempo. Foram precisos 4 rapazes e uma rapariga, e seguramente alguns 30 minutos de isqueiro para fazer um cigarrito tão pequenino? Até a mim me incomodou, Santa Incompetência, vão para casa treinar!
Sim, um fondue de chocolate é conotado como algo muito romântico, até erótico... mas também não precisavam de ser logo adeptos da modalidade tântrica.
Ensaiamos 3 vezes o regresso a casa... eu pedinchava que só queria ouvir mais uma música, depois era a minha companhia que só queria ver mais uma deusa... fila do bengaleiro e... Placebo, vamos de regresso para a pista.
Digamos que passamos lá a noite e íamos passando lá a manhã também! Já me estava a ver a usar a chave grande para fechar a porta! Só cá fora é que eu achava que tinha um objecto estranho no pé, alguma coisa colada que me estava a aleijar dentro da sandália... pois tinha, era um calo!
Noite longa sem tratado de paz... nem sequer uma ronda de negociações.
Era suposto dormir a seguir... mas a insónia não deixou. À tarde resolvo ir até à praia ordenar uns pensamentos turbulentos e supostamente relaxar e dormir... aiiiii levem-na! A minha amiga A consegue por protector 5 vezes em uma hora, ser campeão do mundo da modalidade de «sacuda a toalha o maior n.º de vezes que conseguir», puxar o biquini, arranjar o biquini, por boné, tirar alsa do biquini, ter frio, vestir-se, voltar o sol, despir-se... falar, falar, falar...
Obrigada A. à noite dormi que foi uma beleza! ahaha sabes que te adoro e só vou à praia contigo!
E na praia lá andava uma paparazzi, uma avó que conseguiu passar duas horas seguramente a filmar e a fotografar um bebé em todos os ângulos possíveis e imaginários... por favor, é um bebé, é pequenino... não tem assim tantos ângulos!
O que nos intrigava a nós era: onde raio é que a cota conseguiu sacar equipamento com tanta bateria???
Não sabemos bem exactamente para quê... mas bateria tão prolongada havia de ter uma utilidade qualquer para nós!
dass





eXTReMe Tracker