A jogada de Seguro, apostando tudo na traição ao bom menino, não funcionou. Convenhamos "coitadinho" nunca foi boa definição de líder. A menos que seja entre determinados animais em que o líder da manada se define por quem tem os maiores galhos torneados.
Costa, também já esteve melhor como Costa do Castelo. Este D. Sebastião Salvador (e nisto Seguro teve razão) é mais confiante, é mais líder. Mas um ateu convicto pede-nos fé no desconhecido. Só conhecemos a personalidade de Deus, não o mar por onde nos quer conduzir.
Seguro já perdeu.
Não haja ilusões.
Dos milhares que se inscreveram nas primárias vão votar menos de metade, mais uns mortos, claro.
E quem vai votar?
Quem vai votar é quem quer Costa. É quem acredita numa mudança. Quem aposta em Seguro não vai votar (tirando os militantes, mas até o aparelho Seguro já perdeu), porque o status quo nunca mobilizou.
Contra Costa só poderia funcionar o "acredito que já ganhou, não precisa do meu voto", mas nem está carta Seguro soube jogar.
Seguro continuará nas suas lágrimas, na publicidade do adultério.
A ex de Hollande optou pela ignominia de um livro. Aqui não há livro, mas vão surgindo entrevistas.

